A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acelerou a elaboração de um pedido de impeachement do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A decisão foi motivada pela polêmica prisão de Fabrício Queiroz na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef.
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, nesta segunda-feira (22), as revelações sobre o esquema de rachadinhas, que segundo investigações seria comandado por Queiroz no gabinete do filho do presidente, à época, deputado estadual pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (Republicanos), é considerada grave pela entidade.
Ainda de acordo com a reportagem, a OAB deve ouvir as 27 seccionais, em um sistema de consultas. O mesmo procedimento foi adotado quando a ordem decidiu apresentar o pedido de impeachement contra Michel Temer, em 2017.
Após isso, 81 integrantes, sendo 3 representando cada estado e o Distrito Federal, decidirão sobre o pedido em uma reunião presencial que deve ocorrer em agosto, caso a pandemia do novo coronavírus (covid-19) esteja controlada.
Felipe Santa Cruz, presidente nacional da OAB, lidera o grupo que considera necessário agir com cautela, uma vez que o processo agravaria a crise enfrentada pelo país. Outra ala entende que Bolsonaro oferece motivos suficientes para o impeachement. Diante do escândalo da prisão de Queiroz, a maioria parece indicar para que o pedido avance.
Caso se concretize, esse será a terceira vez que a entidade apoia um processo por crime de responsabilidade contra um presidente da República.
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