As obras do primeiro hospital maternidade de Aracaju no bairro 17 de Março, Zona de Expansão de Aracaju, estão paralisadas por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). A construção da unidade hospitalar foi iniciada em abril de 2019 com o custo de R$ 17 milhões e tem previsão de entrega para o mês de agosto deste ano.
A reportagem procurou a prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Saúde, no último dia 15, para obter um posicionamento sobre um eventual novo cronograma de obras e entrega da unidade hospitalar que deve contemplar os bairros do Santa Maria, São Conrado, Atalaia, Coroa do Meio, Aeroporto, Farolândia e toda Zona de Expansão da capital sergipana quando for inaugurada. Contudo, até a publicação, nesta segunda-feira (22), não obteve resposta.
De acordo com o projeto a capacidade da unidade são de 500 partos por mês, com 50 leitos de média complexidade. A estrutura terá 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva neonatal; 10 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional; cinco leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru; 50 alojamentos conjuntos (mãe e bebê agrupados); duas salas cirúrgicas com três leitos de recuperação pós anestésica; três leitos de cuidados intermediários; dois leitos de estabilização; nove leitos de aplicação de medicação e observação, e oito quartos PPP.
O vereador Cabo Didi (PSC) foi até o local e constatou que, diante da situação a obra não será entregue na data prevista. “Percebi que ainda estão em fase de construção e não de acabamento como deveria ser, não tem condições de ser entregue daqui a dois meses, como previsto no organograma”, disse.
Na terça-feira (09), a prefeitura afirmou que maternidade vai receber cerca de R$ 4,5 milhões em equipamentos e acessórios hospitalares adquiridos para o Hospital de Campanha (HCamp) Cleovansóstenes Pereira Aguiar construído para receber pacientes diagnosticados com o novo coronavírus (covid-19).
Ainda segundo a gestão municipal, assim que a crise sanitária decorrente do coronavírus for ultrapassada os objetos serão devidamente desinfetados e transferidos para continuar servindo à população aracajuana. Ainda segundo a gestão, são centenas de itens, como macas, monitores multiparâmetro, negatoscópios, ventiladores pulmonares, computadores, cadeiras, mesas, estantes, geladeiras, purificadores de água, entre outros, que estarão disponíveis para uso assim que a obra de construção da maternidade for concluída.
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