Uma operação da Polícia Civil terminou com 402 suspeitos de envolvimentos em roubos, receptações e latrocínios (roubar para matar) foragidos da Justiça e quatro mortos, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (25). As informações foram publicadas pela Agência Brasil na noite desta terça-feira. De acordo com a publicação, as investigações da Operação Espoliador 3 apontam que grande parte dos roubos praticados no estado são patrocinados por organizações criminosas de tráfico de drogas.
Na ação, quatro homens morreram em confronto com a polícia, sendo três em Resende, no sul fluminense, e outro no Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os mortos tinham pedidos de prisão, expedidos pela Justiça, por roubos de carga no estado. Houve também apreensão de carros de luxo e armas em poder dos criminosos.
O secretário de Polícia Civil, delegado Flávio Marcos Amaral de Brito, disse que as ações não foram realizadas em comunidades, devido a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), do dia 18 deste mês, que decidiu impor novas restrições para a realização de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. A decisão limita o uso de helicópteros, determina a preservação de vestígios de crimes e proíbe o uso de escolas e unidades de saúde como bases operacionais das polícias Civil e Militar.
Segundo levantamento do órgão de segurança, o crime organizado é responsável pela maior parte dos roubos no estado. As investigações constataram que o crime organizado de tráfico e milícia respondem por 79% dos roubos de veículos praticados na capital, 73% na Baixada e 84% em Niterói e São Gonçalo. Em relação aos roubos de cargas, tem participação em pelo menos 65% dos roubos na capital, 64% na Baixada e 62% em Niterói e São Gonçalo. Em 2019, a Polícia Civil indiciou 12.587 autores de roubo, um aumento de 18,8% em relação a 2018. Além disso, em 2019 foram presos 2.135 ladrões (a maioria investigados em vários inquéritos policiais) – mais de 100% de aumento comparado ao ano anterior.
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