Cerca de 17 pessoas foram presas durante a Operação Torpedo, deflagrada pelo Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), nesta quinta-feira (18). A ação ocorreu em Sergipe, São Paulo e Rio Grande do Sul. Entre as principais vítimas, estão o Banco do Estado de Sergipe (Banese).
Ao todo, foram nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. De acordo com a diretora do Depatri, Viviane Pessoa, o prejuízo feito pelo grupo criminoso é de R$ 12 milhões.
“A organização criminosa era estruturada utilizando-se de engenharia social sofisticada com envio de links maliciosos – phishing – por mensagem de SMS e por ligações telefônicas que eram efetuadas para as vítimas. As chamadas eram feitas com a técnica de mascarar o telefone como se fosse o da instituição bancária”, explicou.
Para conseguir aplicar o golpe, os fraudadores efetuavam ligações para os correntistas e se passavam por funcionários, como se fossem de uma central de atendimento do banco. Segundo a diretora, após informarem que a conta estava sendo bloqueada por conta de compras indevidas ou oferecia benefícios, os bandidos orientavam a vítima a desinstalar o aplicativo provisoriamente”.
“Nesse tempo, o golpista encaminha o correntista para a agência bancária para pessoalmente desbloquear e gerar uma nova senha. O golpista também solicitava o código de SMS. Dessa forma, desinstalado o aplicativo, o golpista, utilizando desse código fornecido pela vítima, instalava o aplicativo para seu uso próprio em um novo dispositivo e movimentava livremente a conta bancária da vítima”, disse a diretora.
A Operação Torpedo contou com o apoio da Divisão de Inteligência (Dipol), do Laboratório de Tecnologia, da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci), da Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e da Polícia Civil de São Paulo.
A Polícia Civil orienta que as vítimas de golpes semelhantes compareçam ao Depatri para o registro da ocorrência. As denúncias também podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido.
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