Os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), adotaram o silêncio como estratégia durante o embate entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro como forma de evitar atrair para si ataques da base bolsonarista.
Maia vinha sendo particularmente atacado após a entrevista concedida por Bolsonaro à CNN Brasil em que o presidente acusou o deputado de conspirar contra seu governo e de ter “péssima atuação” no Legislativo. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, deste domingo (26), antes da saída de Moro, o presidente da Câmara enviou sinais ao Palácio do Planalto de que queria manter um diálogo em nível institucional com Bolsonaro.
A interlocutores, Maia disse que não pretendia alimentar as discussões com o chefe do Executivo. Mas o deputado queria que Bolsonaro parasse de atacá-lo. Aliados do deputado entraram em contato com o ministro Luiz Eduardo Ramos da Secretaria de Governo para que organizasse um encontro. O presidente da Câmara sugeriu também que o ministro da Casa Civil Walter Braga Netto participasse da reunião.
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