O pastor e deputado federal Abílio Santana (PL-BA) teve um relacionamento com sua ex-assessora Letícia Mariane, em 2012. Dessa relação nasceu Esther, que agora tem sete anos e que o pai ainda não registrou, segundo a publicação desta terça-feira (30), do colunista Leo Dias, do jornal Metrópolis.
“Ele é Pastor Presidente da Assembleia de Deus de Salvador, mas viaja o mundo fazendo palestras e cultos. Quando ele vinha para São Paulo eu que o acompanhava. Tivemos um relacionamento amoroso, mas nunca soube que ele era casado. Na minha cabeça nunca passou que um pastor iria ter uma amante. Mas a coisa foi ficando séria e eu engravidei. Quando dei a notícia a ele, tive o primeiro choque: ele sugeriu fazer um aborto. Não com essas palavras diretamente, mas deixou subentendido ao me oferecer dinheiro para que eu resolvesse o problema”, contou Letícia Mariane.
Segundo a ex-assessora, por várias vezes ela quis fazer o exame de DNA, mas o pastor ‘foge’ e diz que não é obrigado. “No entanto, ele vê a filha quando vem a São Paulo e até diz para nossos amigos em comum da Igreja que é filha dele. Mas o negócio muda de figura quando está na justiça ou em locais públicos. Outro dia fui levá-la ao aeroporto para vê-lo e ele a tratou com muita frieza. Ela ficou arrasada, porque apesar de tudo sabe que é o pai dela e sofre”.
À reportagem, a mulher ainda contou que, apesar de não querer registrar a menina, o parlamentar dá 3 mil reais por mês. “Sei que isso é muito menos do que a justiça o obrigaria a dar. Mas não quero só dinheiro. Quero dignidade de a minha filha ter um pai. É muita hipocrisia ele postar em redes sociais que é a favor de família, contra o aborto e não querer registrar a própria filha. Já entrei na justiça várias vezes, mas como ele é político e bem influente na Igreja, não consegui nada concreto ainda. Além de Esther, ele tem mais três filhos, porém só a minha que ele não considera”, relatou.
Procurado, Abílio Santana tinha acabado de realizar um processo cirúrgico e o filho, Misael, atendeu aos questionamentos da reportagem. Ele informou que desconhecia o assunto e que o parlamentar não iria poder falar sobre o caso.
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