Com as eleições para presidência da Câmara e do Senado previstas para esta segunda-feira (1º), o ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta na troca dos comandos das Casas Legislativas para destravar sua agenda liberal, como as reformas tributária, administrativa e fiscal, além de privatizações, entre outros pontos, no Congresso Nacional. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
O governo pretende eleger seus dois candidatos, o deputado Arthur Lira (PP-AL) para a Câmara, chamado pelo presidente Jair Bolsonaro de segundo homem do Executivo, e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para o Senado.
Dentre as principais agendas do Ministério da Economia também está a agenda de emergência para o enfrentamento da covid-19, que incluem: a prorrogação do auxílio emergencial (pago a informais, desempregados e beneficiários do Bolsa Família); a pressão para a renovação do BEm (o programa que garante um completo de renda para os trabalhadores que tiveram salário e jornada reduzidos); a renegociação do Pronampe, voltado para o crédito de micro e pequenas empresas; um novo Refis (pagamento de débitos tributários) e demandas setoriais, como a dos bares e restaurantes; e a dos caminhoneiros para a redução do preço do diesel.
Segundo a reportagem, a outra agenda é a pressão pelo pagamento da fatura dos compromissos assumidos para eleger os dois candidatos do governo, que inclui emendas parlamentares para obras públicas e demandas por mais recursos no Orçamento de 2021, que ainda não foi votado.
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