Um estudo brasileiro sugere quem tem orientação política definida está mais propício a acreditar em fake news. Dados das eleições presidenciais de 2018 foram utilizados no experimento e resultados apontaram que o desejo de concluir aquilo que é sugerido por suas filiações partidárias diminui a eficácia da checagem de informações.
Um dos autores do estudo, Felipe Nunes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor da consultoria Quaest, disse à coluna Sonar, do jornal O Globo, neste domingo (5), que boatos falsos reforçam crenças de quem já tem posição política e intensificam preconceitos, opiniões e valores.
“Esse é o principal efeito que produzem numa eleição. É também um mecanismo de reforço da coesão e de mobilização daquele próprio grupo”, afirmou Nunes. No estudo, cerca de 30% dos entrevistados acreditavam em fake news.
A pequisa confirma impactos do viés de confirmação, fenômeno em que interpretamos ou pesquisamos informações para confirmar crenças e hipóteses que já possuímos. A parti disso são criadas as ‘bolhas’ partidárias nas redes sociais. Algoritmos são gerados a partir de páginas curtidas, por exemplo, e geram mais conteúdo que reforçam nossas crenças.
São nesses ambientes virtuais que as fake news são mais aceitas como verdade e compartilhadas, porque confirmam a visão positiva sobre o partido do usuário, tornando-a predominante.
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