A Procuradoria-geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que suspenda o inquérito que apura a suspeita de existência de uma organização criminosas responsável por disseminar campanhas de ódio e fake news nas redes sociais. No pedido de suspensão cautelar das investigações, o procurador-geral, Augusto Aras, apontou que buscas nas casas causaram constrangimentos desnecessários. As informações são do jornal Globo, publicadas nesta quarta-feira (27).
“A Procuradoria-Geral da República viu-se surpreendida com notícias na grande mídia de terem sido determinadas dezenas de buscas e apreensões e outras diligências, contra ao menos 29 pessoas, sem a participação, supervisão ou anuência prévia do órgão de persecução penal. O Ministério Público é “o destinatário dos elementos de prova na fase inquisitorial” e, por isso, existe a “necessidade de se conferir segurança jurídica na tramitação do inquérito”.
Pela manhã, a Polícia Federal (PF) fez busca em endereços de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como o empresário Luciano Hang e o blogueiro Allan dos Santos. A operação foi determinada pelo ministro relator do inquérito, Alexandre de Moraes. A intenção é identificar quem financia a suposta organização.
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