A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a acusação de injúria racial sofrida pelo motoboy Matheus Pires, 19 anos, em Valinhos (SP), nesta segunda-feira (10). O jovem prestou depoimento e abriu representação contra o contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto, 31 anos, após viralização do vídeo com ataques racistas, nas redes sociais. As informações foram divulgadas pelo portal UOL, nesta segunda-feira (10).
Após o ocorrido da semana passada, a família de Couto argumentou que ele sofre de esquizofrenia. O pai do contabilista apresentou à Polícia Civil um laudo que comprovaria que ele faz tratamento médico, e pediu “compreensão” levando em conta o estado de saúde do filho. Couto foi levado à delegacia no dia das ofensas, mas foi liberado para responder ao crime de injúria racial em liberdade.
“Ele ter problemas mentais não o isenta de responder por atos. Ele mora sozinho, dirige, trabalha, se sustenta, a residência onde mora é alugada em nome dele. Ou seja, ele tem uma vida comum. Ele tem uma vida como qualquer cidadão mediano. Então, aparentemente, ele é senhor dos seus atos”, afirma o advogado da vítima, Márcio Santos Abreu.
Na última sexta-feira (7), o aplicativo iFood informou que Mateus foi descadastrado, e a empresa vai oferecer apoio jurídico e psicológico a Matheus Pires. “Racismo é crime. Nós condenamos qualquer forma de preconceito e discriminação, por isso nos solidarizamos com entregador Matheus”, informou a publicação.
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