Para padronizar e ampliar as ações de combate à violência doméstica, a Polícia Militar de Sergipe (PM-SE) criou um Núcleo Institucional que irá preparar os policiais militares para o atendimento dos crimes previstos na Lei Maria da Penha. A oficialização do núcleo, que ficará subordinado a 3ª Seção do Estado Maior Geral, foi realizada na segunda-feira (14) durante reunião no Quartel Central.
De acordo com o comandante-geral da PM-SE, coronel Marcony Cabral, a criação do núcleo é um grande passo, que segundo ele, apesar de somente agora está vindo a público, vem sendo criteriosamente planejado há mais de um ano. “Como resultado, vamos criar a nossa própria formatação, para atendermos da melhor maneira possível às pessoas vítimas de violência doméstica em Sergipe”, explicou.
Marcony esclareceu ainda que as ações não se resumem apenas no serviço de policiamento ostensivo direcionado a combater esse tipo de violência e que existe uma ampla rede de assistência às vítimas de violência doméstica que precisa funcionar de maneira coesa.
Já a coordenadora da Ronda Maria da Penha no município de Estância, capitã Fabiola Góes, escolhida também para a direção do Núcleo Institucional, agradeceu pela oportunidade, que para ela, mais do que uma tarefa especifica, é uma filosofia de trabalho. “A reunião com o comando da Corporação nos permitiu alinhar ações e avançar no enfrentamento à violência doméstica, principalmente, no que diz respeito à ampliação do trabalho da Polícia Militar. Com a criação da coordenadoria, vamos ter a possibilidade de expandir gradativamente as ações para mais batalhões, por meio da capacitação dos policiais que já atuam no policiamento ostensivo destas unidades”, comentou.
Segundo Fabíola, a criação da coordenadoria facilitará a padronização das ações, bem como, passará a reunir todos os dados referentes à Ronda Maria da Penha de cada batalhão. “É um grande avanço, pois reuniremos concretamente ações e estatísticas sobre o enfrentamento da violência doméstica no estado, no âmbito da PMSE”, finalizou a capitã Fabiola.
Ainda durante a reunião, os participantes enalteceram a iniciativa do Projeto Agreste Pela Vida (Agrevida), desenvolvido pelo 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), no município de Itabaiana, que embora trabalhe com temas de combate ao suicídio e às drogas, desenvolve um importante trabalho de combate à violência doméstica naquela região.
“Foi com muita satisfação que participamos da implantação do Núcleo Institucional e recebemos a informação do início da capacitação dos policiais militares que atuarão no enfrentamento dos crimes de violência doméstica”, enfatizou o tenente Alexandre Soares, coordenador do Projeto Agrevida, que somente neste ano, atendeu mais de 169 mulheres com medidas protetivas na cidade de Itabaiana.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









