A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) informou, nesta quarta-feira (5), que afastou o major e comandante do Batalhão Ambiental da PM-DF, Joaquim Elias Costa Paulino, por suspeita de atrapalhar as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) no caso de tráfico internacional de animais. O major afirmou ao jornal Metrópoles que foi usado na ação como “bode expiatório”, nesta sexta-feira (7).
Segundo Paulino, a ação foi para proteger e privilegiar integrantes do alto escalão da corporação que ele se tornou alvo.
“Fiz o meu trabalho. Eu sei que por trás disso há uma rede grande de tráfico de animais, que atua não só no Brasil. Há pessoas poderosas envolvidas. Eu representava uma ameaça porque cumpria o meu dever. Apreendi mais de 10 cobras e ia continuar apreendendo. Tentaram me atingir achando que eu era a parte mais fraca, mas a verdade vai aparecer e eles vão descobrir que miraram no mais forte”, desabafou.
As investigações do caso tiveram início após Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkuhl, 22 anos, ser picado por uma cobra Naja que criava clandestinamente em casa, no Guará. O estudante de medicina veterinária é suspeito de fazer parte de uma organização criminosa que contrabandeava animais exóticos ilegalmente.
Pedro é enteado de Clovis Eduardo Condi, também suspeito de envolvimento no crime de tráfico de animais e irmão do subcomandante-geral da corporação, Claudio Fernando Condi. De acordo com Elias, chama atenção o fato de o padrasto do jovem, um oficial da PM, não ter sofrido qualquer sanção.
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