Integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) são alvos da segunda etapa da Operação Flashback que cumpre 216 mandados em Sergipe e mais 10 estados, na manhã desta terça-feira (28). Em Sergipe, os mandados expedidos pelo Juízo da Comarca de Caira são cumpridos em Aracaju e mais cinco municípios. São 14 mandados de busca, apreensão e prisão.
O intuito é desarticular a nova composição da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) que tem base no Mato Grosso do Sul, de onde saem as ordens de justiçamento para todo Brasil. O PCC é uma facção criminosa que comanda rebeliões, assaltos, sequestros, assassinatos e narcotráfico no país, desde 1993. Com hierarquia própria, os integrantes da facção que estão fora dos presídios obedecem a ordens dos líderes, que estão no Sistema Prisional e financiam o crime organizado.
Ao total, foram expedidos 216 mandados, entre eles busca, apreensão e prisão, distribuídos em 71 municípios, localizados em quatro regiões brasileiras. A região Nordeste é a que concentra o maior número de ações da operação, contabilizando sete estados e 179 mandados judiciais expedidos.
A ação é coordenada nacionalmente pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Alagoas (MP-AL) e conta com o engajamento dos Gaecos dos MPs de Sergipe, Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba, Piauí, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
Ainda em Sergipe, a operação tem apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SE), por meio da Coordenação Geral do Sistema de Inteligência de Segurança Pública em Sergipe (Cogesisp-SE); da Polícia Civil, por meio do Departamento de Narcóticos do Estado de Sergipe (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core); da Polícia Militar, por meio do Comando de Operações Especiais (COE), da Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga e da Agência Central de Inteligência (ACI); e do Departamento do Sistema Prisional de Sergipe (Desipe). A operação envolve aproximadamente 60 profissionais da área da Segurança Pública.
A ação também é apoiada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP), Polícia Federal, através da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, e Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).
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