O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não terá o mesmo destino de Donald Trump, que, a poucos dias de deixar a Casa Branca, viu o segundo pedido de impeachment aprovado pela Câmara dos Estados Unidos. A declaração foi feita e divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo, neste domingo (17).
“Não vejo hoje que haja condição de prosperar qualquer pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro”, disse, na sexta-feira (15), antes dos panelaços como manifestação contra o governo. “Aqui no Brasil qualquer coisa é impeachment, né? Deixa o cara governar, pô!”, acrescentou.
Na entrevista, o general ainda falou sobre o colapso do sistema de saúde em Manaus e do atraso na vacinação contra a covid-19. Segundo ele, a condução da crise “talvez” tenha pecado por falta de comunicação do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que, para ele, acabou “metendo os pés pelas mãos” no caso da CoronaVac.
“O governador Doria virou garoto-propaganda da vacina e acabou metendo os pés pelas mãos. Apareceu na TV para dizer que a vacina tinha um valor ‘x’ de eficácia, quando não era verdade. Em nenhum momento ele compareceu para se retratar. Isso não é revelação de boa gestão”, disse.
Mourão também comentou sobre a presidência da Câmara. Segundo ele, tanto o apoiado por Bolsonaro, Arthur Lira, quanto Baleia Rossi, ambos acirrados na disputa, não seriam prejudiciais para o governo. “Ele [Bolsonaro] tomou a decisão de apoiar o deputado Arthur Lira. Por outro lado, não vejo que o candidato Baleia Rossi seria prejudicial ao governo. É um parlamentar equilibrado, de centro, que tem visão correta dos problemas nacionais”, finalizou.
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