O coordenador-geral de Tecnologia de Informação da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcus Thiago de Oliveira Figueiredo, é acusado de assediar sexualmente uma subordinada de 21 anos.
Segundo a coluna Janela Indiscreta, do Metrópoles, as mensagens no aplicativo WhatsApp revelam possíveis investidas contra uma secretária a partir de agosto de 2019, apenas dois meses após o gestor tomar posse no cargo público. Os diálogos integram um processo administrativo interno que tramita no Conselho de Ética da instituição.
Os diálogos perduraram por pelo menos um mês e, embora a postura da estudante demonstre distanciamento dos desejos carnais do chefe, a investida tem uma escalada obscena.
“Vem aqui para a gente despachar, minha princesinha. Terminou? Vou ficar mal acostumado. Acho que esse mal costume é bom, hein. Estou sentindo o seu cheirinho aqui, acredita?”, teria ele iniciado a conversa num dos momentos mais suaves do diálogo.
“Quando chegar, venha dar um cheiro na minha sala. Assim, me apaixono ainda mais por essa princesinha. Quando o coronel sair, venha aqui por favor”, teria insistido o gestor antes da confirmação monossilábica da auxiliar.
Em outro trecho, é possível identificar uma aparente sinalização de benesse no caso de a empreitada funcionar. “Já consegui sua vaga, viu? Quer conversar amanhã ou quer conversar hoje? Quer comer algo?”. Na resposta, a secretária recua do convite por mencionar uma festa de aniversário naquela noite.
Em outros momentos, fora do horário de expediente, a mensagem atribuída ao coordenador-geral de Informática da Embratur também aparenta que ele estaria determinado a manter uma relação amorosa com a universitária. “Se amanhã quiser dormir comigo, venha porque te darei muito carinho e não sexo”, teria insinuado. Depois, ele vai além: “Agora, que vou te dar muitos beijinhos, isso eu vou”.
Em outra oportunidade, ele mira novamente: “Vamos ser claros? Minha intenção para você é sexo?”, continua. A secretária confirma: “Estou interpretando mal? Se estiver, me desculpa”, reage. “Vou ser bem claro, tá? Você me desperta desejo, sim”, confessa.
No decorrer desse enredo, os capítulos protagonizados pelo perfil com a foto do coordenador-geral de Informática da Embratur passam a ter um conteúdo ainda mais erótico.
“Tive um sonho contigo que acordei achando que era real”, iniciou. Quando a moça pede para saber o conteúdo, o perfil atribuído ao gestor continua: “Foi gostoso”. Após um aparente desprezo pela história, o interlocutor insiste: “Depois que eu tinha muitos orgasmos, eu te chupava todinha e você gozava muito na minha língua. E você pedia muita coisa. Gostou? Ficou excitada?”, registra trecho do diálogo.
A coluna procurou todos os mencionados no suposto episódio de assédio sexual. Por telefone, a então contratada da agência pública afirmou que não comentaria absolutamente nada acerca do caso. Da mesma forma acionado, o coordenador-geral não atendeu as ligações realizadas durante a tarde e a noite desta quinta feira (13).
Já o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, decidiu atender as ligações da reportagem e, ao tomar conhecimento do teor, disse já ter tomado providências sobre o episódio.
“Soube desse lamentável episódio apenas na semana passada e foi aberta uma sindicância interna para apurar os fatos. Assim que tomei conhecimento dessa situação, determinei o imediato afastamento desse rapaz até que o caso seja elucidado”, disse à coluna.
Segundo o pernambucano, várias oitivas têm sido realizadas dentro da agência com o objetivo de colher depoimentos sobre a conduta do conterrâneo. Não há previsão para o Conselho de Ética da instituição apresentar o resultado da auditoria.
De acordo com o Diário Oficial da União (DOU), Marcus Thiago foi nomeado para o cargo no dia 17 de junho do ano passado para receber um salário bruto mensal de R$ R$ 10.373,30.
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