A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), bolsonarista investigada por participar de atos antidemocráticos e por disparos de fake news, anunciou que será a nova presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados. A própria Kicis deu a notícia por meio de suas redes sociais nesta terça-feira (2).
Ela, que foi a primeira vice-presidente da comissão em 2019, respondeu a uma seguidora afirmando que “é uma grande honra para mim e muita responsabilidade, para a qual meus 24 anos como procuradora, um ano como primeira vice-presidente da CCJ e meu amor pelo Brasil me habilitam, com fé em Deus!”.
Bia Kicis irá substituir o deputado federal Felipe Francischini. De acodo com o canal de TV GloboNews, o acordo também fará com que o presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), seja o primeiro secretário da Câmara.
A CCJ é considerada a principal comissão da Câmara. Ela debate aspectos legais e regimentais de projetos e emendas a serem apreciados, e também a constitucionalidade de qualquer Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A Comissão de Constituição de Justiça também analisa direitos fundamentais, funções da Justiça e organização dos Poderes.
Curiosamente, a deputada apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ex-líder do governo no Congresso é investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela é alvo de inquéritos que apuram o financiamento de atos antidemocráticos em Brasília (DF), que pediam o fechamento do próprio Congresso e do STF; e a disseminação de fake news em massa contra membros do mesmo Supremo.
Um dos protestos antidemocráticos em 2020 teve a presença de Jair Bolsonaro. Porém, o presidente não é alvo do inquérito.
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