A deputada Kitty Lima (Cidadania), anunciada oficialmente como líder da oposição na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), comentou a chegada de dois novos membros para o grupo, os deputados Zezinho Guimarães (MDB) e Capitão Samuel (PSC). Segundo ela, uma coisa é sair da base aliada e outra é ser oposição. “Quero ver como será o comportamento deles daqui para frente”, disse a parlamentar em entrevista à Fan FM, nesta quinta-feira (21).
“Uma coisa é você dizer que saiu da base, apesar do partido como um todo fazer parte. Mas eu quero ver como vai ser o comportamento no dia a dia na Alese, no posicionamento dos projetos. Não é por conta de um projeto, como o do aumento das taxas do Detran, que você teve um posicionamento de tal forma, que vai ser assim daqui para frente. Quero ver daqui para frente as atitudes deles. Oposição responsável não é quanto pior melhor. Se o governo acertar a gente estará aqui para reconhecer”, explicou a parlamentar
Kitty foi eleita nova líder da oposição em comum acordo com os deputados Georgeo Passos e Samuel Carvalho, ambos do Cidadania, que já fizeram ‘rodízio’ para assumir a liderança. Durante a entrevista, ela comentou sobre quando o grupo da oposição era chamado de G4, que incluía o deputado Rodrigo Valadares (PTB). “À época, o Rodrigo, que fazia parte do G4 e a gente desfez o grupo, ele sabe muito bem os motivos, pela questão de atitude e comportamento dele, a gente tinha combinado que o rodízio para assumir o cargo iria acontecer”, ressaltou.
A líder explicou que ainda não conversou com os novos parlamentares da oposição, Zezinho Guimarães e Capitão Samuel. “Ainda não houve uma conversa com os dois novos deputados”.
Uma das prioridades da oposição, segundo a deputada, é aproximar a população do parlamento, representando os interesses da população. “O povo precisa opinar e acompanhar os trabalhados legislativos. Chega de falta de transparência, de engavetar pautas, chega de fazer pautas sem convidar a oposição para participar do debate”.
Primeira mulher líder da oposição
A parlamentar se tornou a primeira mulher a liderar a oposição em Sergipe. Sobre o assunto, ela reforçou a importância da mulher ocupar espaços de lideranças. “Espero estar estimulando outras mulheres. A gente avança em muitos pontos, nos debates, na questão de carreiras, só ainda não avançamos no número de mulheres no parlamento e isso tem que mudar”, finalizou.
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