O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por tortura na ditadura militar, foi um homem de “honra” e “que respeitava os direitos humanos de seus subordinados”. A declaração foi feita em entrevista ao jornal alemão Deutsche Welle.
“O que posso dizer sobre o homem Carlos Alberto Brilhante Ustra, ele foi meu comandante no final dos anos 70 do século passado, e era um homem de honra e um homem que respeitava os direitos humanos de seus subordinados. Então, muitas das coisas que as pessoas falam dele, eu posso te contar, porque eu tinha uma amizade muito próxima com esse homem, isso não é verdade”, disse.
O militar, falecido em 2015, aos 83 anos, é apontado por políticos que foram perseguidos e familiares de vítimas do regime militar como responsável pelas perseguições, tortura e morte de opositores do golpe de 1964.
“Em primeiro lugar, não estou alinhado com a tortura, e, claro, muitas pessoas ainda estão vivas daquela época, e todas querem colocar as coisas da maneira que viram. É por isso que eu disse antes que temos que esperar que todos esses atores desapareçam para que a história faça sua parte. E, claro, o que realmente aconteceu durante esse período … esse período passou”, disse Mourão.
O vice-presidente afirmou ainda que os militares “fizeram coisas muito boas pelo Brasil e outras coisas não foram tão bem”, durante o período de ditadura, e disse que a “história só pode ser julgada com o passar do tempo”.
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