O presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, destacou nesta quarta-feira (21) que a saída da ex-candidata à prefeita de Aracaju, Danielle Garcia, foi uma “surpresa” para o partido e que não houve um diálogo prévio com a executiva nacional. A declaração foi feita durante entrevista na Fan FM.
“Fiquei surpreso com a saída de Danielle do partido, porque tinha conversado com ela há um mês ou mais e não tinha tido essa impressão. Ao contrário, eu imaginava que poderíamos contar com ela, já que é uma liderança emergente na política de Sergipe, com a sua brilhante campanha para prefeita e isso é algo que nós acalentávamos. Daí a surpresa”, afirmou ele.
Daniele se filiou ao partido Podemos na tarde desta terça-feira (20), no restaurante Paisano, em Aracaju. Ela assume a presidência estadual do partido no lugar do deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa (Alese) de Sergipe, Zezinho Sobral.
O senador Alessandro Vieira (Cidadania) comentou sobre a filiação da delegada, que disputou o pleito da capital pelo Cidadania, partido presidido por ele no estado. Na sua publicação no Twitter, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, chegou a comentar surpreso com a saída de Danielle. “Estamos surpresos. Não entendi? Não era, ela a grande liderança e futura candidata a deputada federal aí em Sergipe pelo nosso @23cidadania ? O que aconteceu?” , questionou Roberto Freire.
Alessandro Vieira no Cidadania
Ainda durante a entrevista desta quarta (21), Roberto Freire comentou sobre a relação com o senador Alessandro Vieira, que anunciou no início de junho deste ano que iria se desfiliar do Cidadania, após a legenda afirmar que desistiria de uma ação apresentada por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionando um suposto “orçamento secreto” do governo de Jair Bolsonaro. Mas depois de conversa com a executiva nacional, ele decidiu permanecer na sigla.
“O partido definiu tentar um consenso e ele aceitou. Fazia algumas críticas em relação à governança partidária, mas isso é um processo que é muito bem-vindo, porque estamos em processo de mudança profundo. Ele inclusive é responsável a discutir essas mudanças no partido e está tendo um bom resultado. Então isso aconteceu, superamos e espero que isso não tenha problema, até porque ele tem sido uma das grandes lideranças que surgiram nesse processo de renovação política”, destacou.
O presidente acrescentou ainda que a saída de Danielle não põe em xeque a liderança de Alessandro no Cidadania em Sergipe. Segundo ele, as mudanças de partidos é um processo normal de “perde e ganha”. “Essa ansiedade pré-eleitoral é sempre um momento de crítica, de análise de suas possibilidades, da probabilidade de candidatura e de vitória. Antigamente tinha a janela partidária e esse processo é normal o ano pré-eleição. Os candidatos podem escolher livremente seus partidos e isso acontece no país inteiro”, finalizou.
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