O pré-candidato à Presidência da República pelo Cidadania, o senador Alessandro Vieira, reforçou, em entrevista à CNN, nesta segunda-feira (27), que seu nome representa uma opção de renovação para o pleito de 2022. O delegado, um dos políticos alocados na Terceira Via, disse que o problema do Brasil não é ideológico, mas de honestidade e voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A gente precisa aproveitar a energia de renovação que foi desperdiçada com a eleição do presidente Bolsonaro em 2018. É muito claro que o brasileiro quer uma mudança. Essa mudança tem que chegar com qualidade, com a escolha dos técnicos adequados pros lugares certos e com a definição de prioridades de gestão. Isso é possível fazer”, afirmou o senador que em 2018 se elegeu com grande parte dos votos de eleitores de Bolsonaro.
“Temos um presidente que comete crimes quase que diariamente. Ele tem passeado enquanto temos o estado da Bahia sofrendo embaixo d’água. Não dá para governar um país achando que está acima da lei”, criticou o senador.
Vieira também criticou a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Gilmar Mendes. “Ele agora dedica seus dias a fazer análise política, defendendo a candidatura A contra candidatura B ou C. Esse não é o papel de um magistrado. Não é papel do magistrado atuar como empresário. A gente tem que enfrentar isso, mas separando condutas individuais das instituições”, disse.
O senador também reafirmou que o Cidadania definiu candidatura própria para o cargo de presidente afastando assim possíveis aproximações com demais candidatos da Terceira Via, como Simone Tebet (MDB) e Sergio Moro (Podemos). Mesmo respeitando a opinião do partido, Vieira afirma que defende, em algum momento, um integração de candidaturas.
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