O ano de 2020 já é o que tem maior registro de mortes no Brasil mesmo antes do fim, muito por conta da pandemia da covid-19. Segundo números do UOL, até o mês de novembro, a quantidade de óbitos por causas naturais no Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) já é 24% maior que o esperado. Até 14 de novembro, já eram 828.395 mortes no país.
Já são 195 mil mortes a mais que a projeção inicial. Neste período, foram 165.673 mortes em decorrência direta da covid-19. Os números utilizados possuem como base apenas as mortes por causas naturais, sem contar os óbitos por acidentes ou violência.
Em nota ao UOL, o Conass afirmou que tal número se dá por “mortes provocadas, por exemplo, pela sobrecarga nos serviços de saúde, pela interrupção de tratamento de doenças crônicas ou pela resistência de pacientes em buscar assistência à saúde, pelo medo de se infectar pelo novo coronavírus”.
A quantidade de mortes, de acordo com a curva esperada, dispara a partir da semana entre os dias 15 e 21 de março. No dia 12 de março, foi registrado o primeiro óbito por covid-19 no Brasil. A maior diferença entre óbitos esperados e oficiais foi na semana entre 10 e 16 de maio: foram 33 mortes observadas, contra 23 mil esperadas.
Proporcionalmente, a região Norte do Brasil foi a mais afetada, com um excesso de 43% de mortes. Em seguida vieram Centro-Oeste, com 37% a mais, e Nordeste com 35% a mais. Por fim, o Sudeste teve um excesso de 19%, e o Sul registrou um aumento de 7%. O maior excesso por estados, com 29.860 mortes a mais, foi em São Paulo.
Considerando os óbitos gerados por todas as causas, incluindo também assassinatos e acidentes, a covid-19 também é a maior causa de mortes no Brasil. Segundo levantamento do UOL, o novo coronavírus superou as doenças isquêmicas do coração (incluindo infartos), que historicamente são a maior causa-morte no país.
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