A nova prefeita de Praia Grande (SP), Raquel Chini (PSDB), evitou criticar o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) pela aglomeração promovida na cidade na última virada de ano. Uma multidão ficou na faixa de areia da praia, e o presidente foi nadando até o grupo de apoiadores.
Perguntada sobre o assunto pela coluna Painel, da Folha de São Paulo, Raquel Chini creditou a repercussão do fato (que foi registrado nas redes sociais oficiais) à imagem de Bolsonaro: “Sempre que o presidente vem aqui ele vai ser um alvo. Ainda mais nessa polêmica sobre Covid entre ele e o governador [de São Paulo, João Doria]. Sempre vai ser alvo de questionamentos, críticas. O lado que apoia vai falar bem, vai jogar em outro sentido. Complicado”.
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Chini também creditou a questão da covid-19 a outras aglomerações, além da que foi registrada com Bolsonaro na cidade. “A gente tem outras aglomerações que ninguém comenta. Se você entrar nesses bailes que tem em várias cidades, bailes funks, que não parou nunca, eles continuam, ninguém quer enfrentar isso. Aglomerações imensas, literalmente. Pessoas bebendo, dançando, em ambiente fechado, galpão”, declarou.
A prefeita de Praia Grande também afirmou não saber se é possível se contaminar com o novo coronavírus pelo mar, e por isso não consegue avaliar a situação. Ela ainda comentou, por fim, que não viu as imagens do evento envolvendo o chefe do Executivo.
“A gente está numa praia, né? Não sou cientista, não sou médica para avaliar como se contamina na água salgada, se contamina, o que acontece se tem muita ou pouca gente. Acredito que se tiver contato com uma pessoa que esteja contaminada eu estou correndo risco, independentemente de estar com 10, 15, 20 ou 100”, completou.
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