A prefeitura de Aracaju, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), ajuizou uma ação contra o vereador Cabo Amintas para que ele apresente o vídeo que ele afirma ter gravado sobre suposto envolvimento de servidores da Secretaria Municipal de Educação em uma tentativa de extorsão. A PGM afirmou que as declarações do parlamentar foram “levianas” e ressaltou que ele “não apresentou provas”. O caso está na 15ª Vara Cível de Aracaju.
Segundo a PGM, a medida foi adotada para esclarecer os fatos. “O maior interessado na elucidação dos fatos e na lisura de seus atos e procedimentos é o Município. Foi ajuizada uma ação de exibição de documento em face do vereador Cabo Amintas, para que ele seja compelido a apresentar em juízo e à Secretaria da Educação, o vídeo que afirmou ter sobre os servidores municipais em suposta tentativa de extorsão”, destaca a PGM.
Nesta semana, ao AjuNews, o vereador contou que foi procurado por dois servidores da Secretaria da Educação que teriam lhe dito terem provas de supostos atos de corrupção praticados pela secretária da Educação, Maria Cecília Tavares Leite. Estes possíveis servidores disseram, segundo o parlamentar, repassariam as informações em troca de dinheiro. Mas ao final das declarações, consideradas levianas pela PGM, não apresentou nenhuma prova.
A secretária Maria Cecília Tavares Leite recebeu com indignação a denúncia feita pelo vereador e afirmou que a acusação, infundada, tem objetivos eleitorais. “Fui acusada de um ato lesivo e vou até o final para que o caso seja desvendado. O processo está aberto, não é sigiloso e qualquer cidadão pode acompanhar. Mais uma vez afirmo que jamais conversei com qualquer fornecedor, que não tenha sido no âmbito do espaço administrativo”, disse a secretária.
“Desde quando assumi o cargo de secretária municipal da Educação, prezo pela lisura e transparência nas ações tomadas e exijo o mesmo de todos os que trabalham comigo. Estou profundamente indignada de ter o meu nome exposto dessa forma e quero deixar claro de que tomarei as medidas legais cabíveis para provar que estou sendo gravemente caluniada, difamada e falsamente acusada de um crime que não cometi”, acrescentou Cecília.
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