Após denúncias sobre suposta falta de Equipamentos para Proteção Individual (EPIs) em hospitais da rede pública de Saúde, a prefeitura afirmou que a quantidade equipamentos é suficiente para suprir a necessidade de 60 dias. A informação foi divulgada pela gestão, nesta sexta-feira (15).
De acordo com a Secretária de Saúde do município, Waneska Barboza, mesmo antes da confirmação de casos de covid-19 na capital sergipana, foi feito um estoque desses materiais.
“Não estão faltando EPI’S, pelo contrário, temos quantitativo suficiente e fazemos uma dispensação racional. Então, nós dispensamos esse material por quites, para que seja feito o uso racional, mas isso não quer dizer que não seja dispensado a mais quando há necessidade. Nós sempre orientamos que os kits são para o plantão e que, se houver necessidade de troca de EPI, ele será disponibilizado”, disse Waneska.
Segundo a coordenadora do Almoxarifado da Secretaria da Saúde de Aracaju, Eila Ferreira, além do estoque atual ser suficiente para dois meses, cargas de materiais vão chegar nesta semana.
“No almoxarifado existe um quantitativo de 1.500 óculos de proteção e nós já distribuímos mil unidades para os profissionais de saúde; temos estoque de aproximadamente 20 mil unidades de aventais descartáveis e fizemos uma aquisição de 100 mil novas unidades, prevista para chegar na próxima semana. Temos máscaras N95 ou PFF2 em estoque com cerca de 25 mil unidades e tem mais 30 mil para chegar no início do mês de junho; temos 100 mil unidades de máscaras cirúrgicas tripla face, temos 300 mil unidades de touca cirúrgica; 20 mil pares de Propé (proteção descartável que coloca nos pés) e mais 200 mil pares para chegar; 24 mil caixas de luvas. Temos cobertura para aproximadamente dois meses de pronto atendimento”, elenca a coordenadora.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindmed-SE), João Augusto, a gestão da cidade tem um bom quantitativo para distribuir aos profissionais, mas ainda precisa alinhar um pouco mais a distribuição.
Capacitação
Segundo coordenadora do Centro de Educação Permanente em Saúde (Ceps), Jane Rodrigues, as capacitações dos profissionais de saúde para o uso adequado desses EPI’s foram intensificadas e todos estão recebendo treinamento.
“Neste momento de epidemia a gente reforça esses cuidados porque o profissional corre o risco, durante a paramentação e desparamentação, de levar o vírus para casa e disseminar esse vírus. Existe uma norma técnica da vigilância sanitária que já organiza como se usa esse EPI em cada ambiente. É claro que cada EPI tem um uso diferenciado. Macacão, botas, máscaras, óculos, gorro, avental, luvas para garantir que esse profissional faça seu trabalho com segurança sem ter o receio de ser contaminado”, afirma a coordenadora.
De acordo com um levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e divulgado pelo Ministério da Saúde na última quarta-feira (13), médicos de 546 municípios brasileiros relataram ao CFM sobre falhas na infraestrutura necessária ao adequado acolhimento dos pacientes contaminados pelo novo coronavírus.
Segundo os dados, Sergipe e Acre aparecem como os estados em que o Conselho registrou a menor quantidade de queixas relacionadas à infraestrutura disponibilizada aos profissionais médicos que atuam na linha de frente do combate à covid-19, com cerca de quatro relatos apenas, em cada estado. Já o estado de São Paulo lidera em número de denúncias apresentadas pelos médicos ao CFM.
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