O pré-candidato ao Senado pelo PSOL, o ex-presidente da OAB-SE Henri Clay, afirmou, nesta terça-feira (8), que frente de esquerda com o PT pode ser desfeita caso o senador e pré-candidato ao governo de Sergipe, Rogério Carvalho (PT), feche aliança com Valmir de Francisquinho (PL). Segundo Henri, fica inviável uma conjuntura política associada ao membro do mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro.
“O Valmir hoje é filiado ao PL, partido do presidente Bolsonaro. Não tem nenhuma condição de seguir categoricamente falando. Não será uma opção de Rogério por uma frente de esquerda, será uma outra opção, pela direita. Nós não faremos uma aliança de qualquer jeito”, declarou em entrevista à rádio Fan FM.
Caso se concretize o apoio do PT de Sergipe à Valmir, Henri afirmou que o apoio ao ex-presidente Lula fica mantido, mas seriam duas federações de esquerda. Henri destacou nomes consolidados do PSOL em Sergipe e que é o partido que mais cresce no estado e no país.
Tivemos nas últimas eleições em Aracaju, tivemos a Linda Brasil, com quase seis mil votos se tornando a vereadora mais votada e a Sônia Meire como a oitava vereadora mais votadas com quase 3 mil e 500 votos, isso não é pouca coisa, e também o nosso candidato a prefeito de Estância, o Márcio Souza, que foi o segundo mais votado. O PSOL está consolidado”, disse.
Em plenária com a militância do PSOL, realizada neste domingo (6), os rumos do partido para as eleições deste ano foram debatidos. A reunião culminou no entendimento favorável para a construção de uma frente programática de esquerda com o PT.
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