A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid ouve, nesta terça-feira (6), a fiscal do ministério da Saúde que autorizou a compra da vacina indiana, Covaxin, Regina Célia Oliveira. O senador sergipano Rogério Carvalho (PT) fez duras críticas ao depoimento de Célia que afirmou na sessão que não identificou “nada atípico” na fiscalização do contrato.
Durante a fala, Carvalho afirmou que o cargo da depoente não tem autonomia para mudar termos contratuais, como admitiu ter feito Regina, sem o aval de superiores. Para embasar o argumento, Rogério citou a experiência como secretário da Saúde. “Eu fiz contrato, eu assinei contrato. Quando você faz um contrato, gerência, você é responsável por tudo e não tem autonomia para tomar decisões acima. Aqui vossa senhoria assumiu um risco para si de tudo que está de errado neste contrato (Covaxin)”, disse o senador.
Durante a fala, Rogério citou o nome do líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-RS) e questiona se a servidora o conhecia. “Quem a senhora está protegendo?”, perguntou. “A senhora vem aqui e promete falar a verdade… Quem está protegendo? Porque esse pode ter imunidade, pode demorar a ser pego ou quem sabe, talvez nunca seja. Mas a senhora tá colocando seu pescoço, da sua família, a sua história no meio dessa lama”, afirma o senador.
A fiscal foi nomeada para um cargo na Secretaria de Vigilância em Saúde em 2018, quando Ricardo era ministro. Barros foi apontado pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) como responsável pelas irregularidades no contrato da Covaxin.
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