Lideranças do Republicanos se reúnem nesta segunda (03/08) para decidir se lançam o senador Cleitinho Azevedo na disputa pelo Palácio Tiradentes. O partido voltou a recalcular a posição após idas e vindas.
A indefinição em torno da possível postulação de Cleitinho Azevedo ao Palácio Tiradentes ganhou um novo capítulo e será tema de uma reunião decisiva marcada para amanhã, 03/08. Lideranças do Republicanos se encontram para bater o martelo sobre o lançamento – ou não – do senador na disputa pelo comando do Executivo de Minas Gerais.
O recuo da sigla ocorreu depois de uma sequência de idas e vindas. Primeiro, dirigentes comunicaram que Cleitinho não encabeçaria a chapa majoritária. Poucos dias mais tarde, contudo, a direção passou a reconsiderar o cenário, agora admitindo nos bastidores que a presença do parlamentar na corrida mineira pode tornar o partido mais competitivo na eleição proporcional.
O movimento atende a pressões de pré-candidatos a deputado federal e estadual. Avaliações internas apontam que a eventual candidatura de Cleitinho tende a ampliar a votação da legenda no estado, impulsionando o chamado “efeito cauda” e abrindo espaço para eleger mais representantes ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa.
De acordo com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, a sigla pretende encerrar a novela “até amanhã”. O temor nos quadros partidários é que o impasse provoque uma debandada: sem um nome forte ao governo, pré-candidatos sinalizam a disposição de migrar ou reduzir investimentos de campanha, enfraquecendo a chapa.
O próprio Cleitinho subiu o tom nos últimos dias. Em declarações públicas, desafiou a direção e reafirmou a decisão de disputar o governo. A atitude foi mal recebida por parte dos dirigentes, que viram na postura uma quebra de disciplina interna. Mesmo assim, o cálculo eleitoral ganhou peso maior na balança e fez o partido reavaliar a estratégia.
Outro ponto citado nos corredores da sigla é a ausência do senador na convenção partidária. O episódio foi listado como fator que contribuiu para o recuo inicial, uma vez que a ausência soou como falta de compromisso com o processo de escolha formal. Ainda assim, integrantes da cúpula reconhecem que, diante da ameaça de dissolução da chapa proporcional, reverter a decisão pode ser o caminho mais sensato.
Nesta segunda-feira, portanto, dirigentes esperam encerrar o impasse. Caso o nome de Cleitinho seja oficializado, o senador terá pouco tempo para fechar alianças, organizar a logística de campanha e apresentar seu plano de governo ao eleitorado mineiro. Se a sigla mantiver o veto, corre o risco de perder musculatura e enfrentar dificuldades para superar a cláusula de barreira no Estado.
Independentemente do desfecho, o encontro de amanhã deve definir não apenas a cabeça de chapa, mas também o rumo que o Republicanos adotará em Minas. A expectativa é grande entre filiados, adversários políticos e analistas, que enxergam na decisão um potencial ponto de inflexão para a disputa de outubro.
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