O ex-secretário de comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten, afirmou que não esteve envolvido em nenhuma campanha com o slogan “O Brasil não pode parar”, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, nesta quarta-feira (12).
Ainda no depoimento, Wajngarten também alegou que estava afastado e isolado, pois havia testado positivo para a covid-19. Mas o senador por Sergipe, Rogério Carvalho (PT), apresentou um trecho de uma ‘live” exibida no período, em que Fábio confirma estar trabalhando pela Secom durante o isolamento.
Wajngarten insistiu em mentir na CPI. O clima logo ficou tenso e o relator da Comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), ameaçou pedir a prisão do ex-secretário caso ficasse comprovado que havia mentido em declaração dada à revista Veja no mês passado.
Em entrevista ao veículo, ele diz que a compra de vacinas oferecidas pela Pfizer, em 2020, não aconteceu por “incompetência e ineficiência” por parte da pasta comandada pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.
“Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando uma negociação que envolve cifras milionárias e do outro lado um tempo pequeno, tímido sem experiência, é isso que acontece”, disse Wajngarten.
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