Após denúncias sobre a falta de Equipamentos para Proteção Individual (EPIs) para profissionais da saúde em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou que entregou mais de 47 mil kits de EPIs ao almoxarifado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em fevereiro deste ano. A informação foi divulgada pela pasta, nesta sexta-feira (08).
Segundo a SES, 47.829 unidades de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), com destaque para máscaras cirúrgicas descartáveis três camadas, que somaram 31 mil unidades, três mil aventais impermeáveis, e 1.710 respiradores para proteção contra agentes biológicos. Além de 3431 unidades de álcool a 70º.
De acordo com a superintendente do Samu, Karina Mendonça, a última nota técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) define que para o atendimento a casos suspeitos ou confirmados da covid-19 o funcionário utilize o kit de proteção padronizado para atendimento a paciente com síndrome respiratória, composto por avental impermeável, luva, gorro, máscara N95, propé e o óculos de proteção.
“Essa orientação da Anvisa tem sido seguida à risca em todas as suas atualizações. Não temos problemas de disponibilização do kit porque a SES tem dispensado todos os equipamentos para toda a rede e nela se inclui o SAMU, regularmente”, declarou Karina.
Ainda segundo a superintendente, existe um esforço muito grande por parte do governo do Estado para compra dos EPI’S de modo a não deixar os trabalhadores desprotegidos e que por este motivo foi pedido para que seja usado de racionalmente durante a pandemia.
Em nota, a Superintendente rebateu a acusação da enfermeira do Samu, Adriana Góis, de que alguns profissionais da saúde foram testados como suspeito e continuaram na escala de trabalho.
De acordo com Karina, todos os profissionais da linha de frente do Serviço que pertencem ao grupo de risco foram afastados desde o primeiro decreto do governo, e que se o teste de algum familiar ou do servidor dê positivo, a pasta mantém esses profissionais afastados pelo tempo determinado pelo Ministério da Saúde (MS).
“Alguns desses profissionais foram completamente afastados, outros foram alocados em outras atividades por orientação do Serviço Especializado de Engenharia e Medicina do Trabalho (SESMT). Para suprir as escalas, a SES está realizando a contratação de pessoal”, afirmou Karina.
Segundo a superintendente do Samu, existe um local de desparamentação dos profissionais do Samu, que ocorre no dique junto à base do Siqueira Campos, e que neste sábado (09), um container com banheiro e pia será instalado para melhorar as condições de desparamentação das equipes.
“Em tempos de pandemia, as adaptações não ocorrem na velocidade que desejamos, mas estamos empenhados em fazer o melhor não apenas pelos profissionais como também pelos usuários do Sistema Único de Saúde”, finalizou.
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