O primeiro mês de operacionalização do serviço de Telecardiologia oferecido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou 60 casos de Infarto com Supra de segmento ST, considerado a forma mais grave da doença coronariana. De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), 144 eletrocardiogramas foram realizados entre 15 de junho e 15 de julho.
Após o diagnóstico, todos os pacientes foram encaminhados para tratamento definitivo o que busca reduzir a mortalidade causada pela doença, conforme explica o coordenador médico do Samu Sergipe e coordenador médico do Eixo crítico do Hospital João Alves Filho, José Edvaldo dos Santos.
O especialista explica que o tratamento do infarto precisa ser feito entre 6h e 12h, em que o paciente é transpotado até o Hospital Cirurgia, onde é feita a coronariografia e angioplastia, conhecido como cateterismo cardíaco.
“Quando há impossibilidade de levar esse paciente nesse tempo limite, existe uma outra maneira de tratar o infarto, que é a administração de uma medicação que chamamos de fibrinolítico, que o Samu tem disponível em cada viatura. Administramos essa medicação, que tem o poder de dissolver o coágulo que causou o infarto”, disse Santos.
O coordenador também destaca que a agilidade do serviço de Telecardiologia inserir o paciente no SUS de forma mais adequada no Cirugia. “O Serviço de telecardiologia não é só um serviço, é na verdade a garantia de equidade ao tratamento, uma política de saúde, porque estamos diminuindo disparidades no atendimento e ao mesmo tempo favorecendo um atendimento efetivo e igualitário para todos os usuários do SUS”, concluiu.
O serviço pode ser acionado pelos profissionais através de três maneiras básicas, a primeira ocorre quando uma unidade de saúde realiza o eletrocardiograma e envia o traçado para Central de Telecardiologia, o cardiologista de plantão recebe aquele exame e rapidamente envia uma viatura do Samu ao local, que transporta o paciente sendo que o cardiologista já orienta o tratamento desde a chegada da ambulância até o destino final (Hospital de Cirurgia).
A segunda maneira é quando o chamado vem da residência de um paciente. Uma unidade de Suporte Avançado do Samu vai ao local, nesse caso um médico da viatura realiza o eletrocardiograma e através do Whatsapp, envia ao médico cardiologista, que diagnostica e conduz o tratamento.
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