A líder do grupo armado de extrema-direita “300 do Brasil” presa na segunda-feira (15) pela Polícia Federal, Sara Winter, disse ter nível superior sem ter concluído, em currículo entregue ao governo federal para ocupar cargo no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. As informações são da colunista Constança Rezende, do Uol.
A reportagem teve acesso, através de Lei de Acesso à Informação, ao documento apresentado por ela à pasta chefiada por Damares Alves, em maio do ano passado. As informações que constam no currículo de Sara contradizem o que diz a Uninter, faculdade onde diz ter se formado, o seu depoimento à Polícia Federal e entrevistas concedidas pela própria manifestante.
O currículo foi apresentado por Sara na ocasião de sua nomeação como coordenadora-geral de Atenção Integral à Gestante e à Maternidade do Departamento de Promoção da Dignidade da Mulher da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, no dia 24 de maio de 2019. Ela trabalhou por cerca de cinco meses no governo.
No documento, Sara diz ter graduação em relações internacionais pela Uninter, em 2019, que tem sede em Curitiba. Também afirma ser formada, pela mesma faculdade, em mais três cursos de extensão, no ano de 2017: assessoria em marketing pessoal para candidatos, crimes na administração pública e processos eleitorais.
Porém, ao site, Uninter afirmou que “a aluna Sara Fernanda Giromini está concluinte somente no curso 2017/02 assessoria em marketing pessoal e político para candidatos (distância Uninter) em 22/03/2017”. Os demais cursos citados no currículo de Sara, segundo a faculdade, “estão com status ativo ” e “em andamento”, informou.
Em depoimento prestado ontem pela manifestante à Polícia Federal, após ser presa no inquérito que investiga manifestações antidemocráticas, Sara declarou ter como instrução “superior incompleto”.
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