Sergipe registrou apreensão de 1,3 tonelada de drogas e 818 armas de fogo ilegais no ano passado, segundo levantamento feito pela Polícia Militar (PM). Ao todo, foram realizadas 738.682 abordagens em todo o estado. Desse número, 274.827 foram realizadas pelas unidades vinculadas ao Comando de Policiamento Militar da Capital (CPMC).
A CPMC abrange as cidades de Aracaju, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Itaporanga D’Ajuda, Laranjeiras, Divina Pastora, Riachuelo, Maruim e Santo Amaro das Brotas.
Já o Comando de Policiamento do Interior (CPMI) realizou 463.855 abordagens, que ocorreram em todos os demais municípios sergipanos. Ainda no ano passado, a Polícia Militar totalizou 3.216 operações policiais na área de atuação do CPMC e 5.909 nas cidades atendidas pelo CPMI.
Ainda segundo os dados da corporação, as abordagens e operações na apreensão de 818 armas, sendo 483 pelo CPMC e 335 pelo CPMI. Além de 1.352 kg de drogas, dos quais 1.075,84 kg foram resultantes do trabalho policial da capital e outros 276,383 kg do policiamento do interior.
Para o comandante do Policiamento Militar do Interior, coronel Fábio Rollemberg, as abordagens policiais levam em consideração denúncias e questões relacionadas ao comportamento de suspeitos, que se encontram com objetos ilícitos ou que possuem decisões judiciais em aberto.
“A abordagem policial depende de alguns fatores, a exemplo de locais, horários e também do tipo de operação realizada. A abordagem também depende de características ligadas à própria pessoa, como a linguagem corporal, que pode caracterizar, através do nervosismo, a prática de algum ilícito, que caracteriza e justifica uma fundada suspeita por parte dos agentes da segurança pública”, ressaltou.
De acordo com o comandante do Policiamento Militar da Capital, coronel José Moura Neto, nas abordagens nas quais já há o direcionamento sobre a ocorrência de um crime ou potencial risco de que ocorra uma investida criminosa, o trabalho policial ocorre de forma diferente do que as ações de rotina, assim como particularizou o coronel José Moura Neto.
“Na abordagem investigativa se sabe sobre o cometimento de um crime, através das informações repassadas pela população ao 190, e que o Ciosp repassa para as equipes nas ruas. A partir daí, as viaturas passam a procurar, em seu patrulhamento de área, as pessoas e veículos que possuem essas características. Junto à experiência policial, o agente seleciona bem o suspeito para a abordagem de forma técnica e obedecendo os parâmetros legais”, distinguiu.
O coronel destacou também a importância da contribuição da população para que as ações de abordagem policiais possam ser realizadas. “Pedimos o apoio da população, pois é nossa obrigação. Sabemos que é melhor ser abordado por um policial, representando o Estado, do que ser abordado por criminosos sob o efeito de drogas, armados e violentos”, afirmou.
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