A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, nesta quarta-feira, 25, um encontro com representantes dos municípios sergipanos para alinhar como serão registradas as ocorrências de esporotricose. A reunião foi motivada pela inclusão da doença na lista nacional de notificação compulsória, estabelecida pelo Ministério da Saúde.
A esporotricose é provocada por fungos do gênero Sporothrix e pode ser adquirida a partir do ambiente ou transmitida por animais, principalmente gatos. Em pessoas e pets, a infecção costuma gerar lesões na pele, exigindo diagnóstico e tratamento adequados.
“Em Sergipe, essa obrigatoriedade também foi ampliada para os casos em animais, fortalecendo o controle da doença de forma integrada entre a saúde humana e a saúde animal”, explicou a referência técnica estadual da esporotricose, Rita Castro.
Padronização do processo
Durante o encontro, a SES apresentou uma nota informativa com orientações sobre vigilância e notificação, buscando padronizar todos os passos — da identificação do paciente ou animal ao registro final no sistema.
Monitoramento em dois sistemas
Nos casos que envolvem animais, o estado já utilizava o sistema RedCap, responsável pela manutenção do histórico e pelo acompanhamento dos registros. Para os casos humanos, o Ministério da Saúde determinou a utilização do e-SUS Sinan, garantindo maior organização e rastreabilidade dos dados.
Prevenção e controle
Com o fluxo padronizado, a SES espera produzir análises mais consistentes sobre a circulação da doença em Sergipe, identificar padrões de disseminação e subsidiar ações de prevenção, controle e assistência.
A esporotricose pode ser transmitida pelo contato direto com arranhões, mordeduras ou lesões de animais infectados — sobretudo gatos —, além da exposição a solo ou matéria orgânica contaminada. Por isso, a secretaria reforça a importância da posse responsável e do tratamento precoce dos animais, medidas essenciais para proteger a saúde humana e animal.
Fonte: Saude.se.gov
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