Um “superpedido” de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi apresentado na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (30), por entidades, partidos políticos e parlamentares. A solicitação reuniu acusações presentes em outras 100 denúncias entregues anteriormente.
De acordo com a advogada que assina o pedido e pertence à Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, Tânia Maria de Oliveira, a petição não chega a atribuir responsabilidade ao presidente da República no suposto esquema de propina envolvendo a compra de vacinas da Covaxin contra a covid-19 pelo Ministério da Saúde.
Segundo ela, as denúncias fazem parte do pedido, no entanto, foi explicado que precisará ser ainda investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pelo Judiciário. A advogada também informou que isso poderá ser apresentado caso fique comprovado que Bolsonaro sabia do esquema.
“Este assunto é mencionado como fato a ser investigado, porque não há ainda nada que ligue o presidente da República a esses fatos. Não há nada ainda que diz que ele sabia”, esclareceu a advogada. “Vamos mencionar como um fato a ser investigado pela CPI e não como uma fato a ser imputado ao presidente.”
Para entrar em trâmite, “o superpedido” depende de decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL). Entre os parlamentares que assinam o pedido e integram a frente estão ex-bolsonaristas, como Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joyce Hasselmann (PSL-SP), além da oposição ao governo.
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