Consumidores do Rio de Janeiro começaram a pagar menos pelo gás natural a partir desta segunda-feira, 01/06/2026, após acordo firmado entre o governo estadual, a Petrobras e a distribuidora Naturgy. A redução beneficia desde motoristas que abastecem com Gás Natural Veicular (GNV) até residências, comércios e grandes indústrias instaladas no território fluminense.
Os novos valores foram calculados pela concessionária e aprovados pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) em sessão regulatória realizada na quarta-feira, 27/05. Segundo a deliberação, o GNV recebeu o corte mais expressivo: 6,3% na área atendida pela Companhia Estadual de Gás (CEG) e 6,4% na área da CEG Rio.
Para os clientes residenciais da CEG, a tarifa cai em média 1,63%, enquanto o segmento industrial verá alívio de 5,12%. Já os consumidores da CEG Rio terão reduções médias de 2,8% nas contas domésticas e de 5,3% nas faturas das plantas industriais. Com a alteração, especialistas projetam economia imediata na bomba para os motoristas que optam pelo gás natural em vez da gasolina ou do etanol, além de competitividade extra para a cadeia produtiva local.
A Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (Seenemar) avaliou que o reajuste chega em momento estratégico, quando o mercado vinha indicando retração no consumo de gás. Dados internos da pasta apontam que a busca pelo GNV havia desacelerado nos últimos meses pela concorrência dos demais combustíveis fósseis.
“A diminuição nas tarifas representa um incentivo direto à retomada da demanda e fortalece o ecossistema de energia do Rio”, sublinhou a Seenemar em nota técnica divulgada após a aprovação dos novos preços.
O governo estadual destaca ainda que a medida faz parte de um pacote mais amplo de estímulos, que inclui investimentos em infraestrutura de distribuição para ampliar a oferta e garantir regularidade no abastecimento. Nos próximos meses, a Naturgy deve instalar novas estações de compressão e modernizar trechos da rede para suportar o aumento da procura estimado pela secretaria.
Representantes de associações industriais comemoraram a notícia. Para o setor cerâmico, que utiliza grandes volumes de gás em fornos, a queda de mais de 5% alivia pressões de custo num cenário de margens apertadas. No comércio, padarias e restaurantes que trabalham com fornos a gás também esperam redução expressiva na conta de energia.
Motoristas de aplicativos e taxistas, principais consumidores de GNV, calculam que o corte de 6% pode representar uma economia mensal suficiente para compensar o custo de revisões periódicas do kit gás. Proprietários de postos afirmam que a procura já começou a crescer nas primeiras horas do dia.
Apesar do impacto positivo imediato, analistas alertam que a sustentabilidade da redução depende de fatores como a cotação internacional do petróleo e a política de preços da Petrobras. Por ora, no entanto, a expectativa é de que o novo patamar se mantenha ao longo do trimestre, garantindo previsibilidade a usuários residenciais e empresariais.
A Seenemar informou que acompanhará, em conjunto com a Agenersa, a evolução do consumo e a aplicação das novas tabelas tarifárias. Qualquer desvio ou cobrança incorreta deverá ser reportado pelos canais oficiais de atendimento ao consumidor.
Com essa medida, o governo fluminense aposta em revigorar o mercado de gás natural, estimular a mobilidade menos poluente e impulsionar a competitividade industrial sem recorrer a subsídios fiscais adicionais.
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