O pré-candidato à prefeitura de Aracaju pelo DC, delegado Paulo Márcio, criticou as atuações do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) e do Ministério Público de Sergipe (MP-SE), nesta sexta-feira (12). Segundo Márcio, o TCE funciona como um “puxadinho” da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e o MP-SE está perdendo credibilidade.
“É uma chaga, uma ferida. O TCE virou um local reservado para ex-deputados, que agora tem seus filhos na própria Assembleia e nas prefeituras. É um órgão improdutivo, completamente inútil e excessivamente oneroso. Nós bancamos a vida de conselheiros que não atendem aos requisitos constitucionais para tal cargo. Pela própria formação deles, eles não possuem habilitação para avaliarem contas públicas e olhe que nem estou falando de moralidade”, ponderou na rádio FanFM, nesta sexta.
Sobre o MP-SE, as críticas foram duras também. De acordo com Márcio, os promotores não estão investigando com profundidade as denúncias feitas pela sociedade contra a prefeitura de Aracaju. “Me preocupa a perda de confiança total da população no MP, que deveria ser uma instituição permanente de combate à corrupção”.
“Virou algo comum a prefeitura praticar algum ato que chama atenção da população, setores da sociedade formalizam denúncia ao MPE, e a prefeitura corre e envia um calhamaço de documentos, dizendo que é tão transparente que se adiantou. O promotor então, analisa documento por documento, fazendo uma comparação entre papéis. Isso não quer dizer que foi feita uma apuração. É preciso investigar a fundo”, cobrou.
Questionado sobre o atual cenário político, Paulo Márcio afirmou que discursos radicais permeiam a sociedade e isso compromete a governabilidade. “É preciso que cheguemos a uma agenda importante para o país, em todas as esferas do poder público. É necessário que se coloque em pauta e em prática o que de fato é essencial para que saíamos dessa crise”, finalizou.
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