O Tribunal de Contas da União (TCU) suspeita de um repasse de dinheiro realizado sem licitação pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, para uma empresa investigada por lavagem de dinheiro, pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF).
Segundo o jornal Folha de São Paulo, o relatório da Secretaria de Controle Externo do TCU cita uma transação de R$ 4 milhões, para bancar uma campanha publicitária de enfrentamento à violência doméstica durante o período de isolamento social por causa da pandemia.
De acordo com a publicação, a verba foi destinada à agência Fields, por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) no contrato de R$ 90 milhões firmado com o Ministério da Cidadania, comandado por Onyx Lorenzoni.
Ainda segundo a reportagem, o relatório afirma que “o fato pode indicar a dispensa indevida de processo licitatório, com prejuízo à obtenção da proposta mais vantajosa à administração [pública]”.
A empresa é investigada pelo Ministério Público por suspeita de ter sido utilizada para a lavagem de dinheiro na compra de leitos hospitalares, durante o governo de Agnelo Queiroz (PT), no Distrito Federal, entre 2011 a 2014.
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