Balanço da Defesa Civil aponta mais de 560 mil pessoas afetadas em 145 municípios; 3.231 desalojados buscaram abrigo com familiares. Quatro mortes foram confirmadas — três em Caxias do Sul e uma em Pelotas; uma pessoa está desaparecida na Serra Gaúcha.
Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (18) deixaram 703 pessoas desabrigadas, segundo balanço divulgado no final da tarde desta terça-feira (22) pela Defesa Civil estadual. O levantamento aponta ainda 3.231 pessoas desalojadas, que conseguiram abrigo em casas de parentes ou conhecidos.
De acordo com o boletim, mais de 560 mil pessoas foram afetadas pelos eventos climáticos em 145 municípios gaúchos. As ocorrências registraram quatro mortes confirmadas — três em Caxias do Sul e uma em Pelotas — e há uma pessoa desaparecida na Serra Gaúcha.
O impacto sobre o estoque habitacional também foi significativo: 22 casas foram destruídas; 463 ficaram danificadas; 2.177 foram destelhadas; e 852 sofreram alagamento. Esses números refletem os danos registrados em diferentes frentes de atendimento e operações de resposta nas áreas mais afetadas.
O alerta emitido à população informa situações de risco em pontos específicos do estado. Nesta terça-feira a Defesa Civil estadual emitiu um alerta vermelho indicando risco muito alto de inundação do Rio Caí em Montenegro, município situado a cerca de 42 quilômetros de Novo Hamburgo. O comunicado é válido até as 14h30 desta quarta-feira (23).
A orientação é para que as pessoas busquem informações junto à Defesa Civil da cidade e consultem o Plano de Contingência municipal para saber como agir. Em caso de emergência, devem entrar em contato com a Brigada Militar (190) ou com o Corpo de Bombeiros Militar (193)
diz o alerta.
Equipes de resposta municipal e estadual permanecem mobilizadas para ações de resgate, atendimento e avaliação dos danos. A estrutura de assistência inclui cadastramento de desalojados e desabrigados, distribuição de suporte emergencial e ações de limpeza e reparo em áreas públicas e privadas afetadas.
Autoridades locais e serviços de emergência reforçam a necessidade de que moradores de áreas de risco sigam as orientações dos planos de contingência e evitem deslocamentos desnecessários enquanto persistirem as condições adversas e os avisos de inundação. Telefones de emergência indicados no alerta permanecem como canais prioritários para solicitações de socorro.
O balanço divulgado no fim da tarde desta terça-feira reúne informações consolidadas até o momento pela Defesa Civil estadual, que monitora a evolução das ocorrências e atualiza os números conforme novas demandas e levantamentos em campo.
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