O cantor Tiago Iorc está sendo processado por seu antigo empresário, Felipe Simas, que requer indenização por danos morais e um pedido de retratação do cantor. Em junho deste ano, os dois trocaram acusações nas redes sociais, por conta de um desentendimento entre Tiago e as cantoras do duo Anavitória, que são empresariadas por Felipe.
Segundo o jornal O Dia, Felipe Simas acusa Tiago Iorc de romper, sem motivo justo, com o contrato de dez anos de agenciamento de sua carreira e da publicação de dois vídeos que, para o empresário, seriam ofensivos e difamatórios contra ele.
A defesa de Felipe Simas ressalta que o empresário seria um dos grandes responsáveis pelo sucesso do cantor, e destaca o início de sua carreira e os esforços que Felipe teria feito para que o cantor despontasse no cenário da MPB.
Consta na ação movida pelo empresário que após nove anos de uma relação de confiança e de um pacto verbal estabelecido entre Felipe e Tiago, o cantor o teria descartado sem aviso prévio.
Mesmo não fazendo parte da ação, o pai do cantor, Edson Iorczeski, é citado por Felipe como um dos responsáveis pelo rompimento entre eles, já que Tiago e Edson teriam retirado a empresa de Felipe da assinatura de um importante contrato com a Universal Music, substituindo-o por uma nova empresa criada por pai e filho.
Todo imbróglio envolvendo os dois se tornou público em junho deste ano, quando a cantora Ana Caetano, do duo Anavitória, afirmou em uma live que Tiago não permitiu que as cantoras regravassem a canção ‘Trevo (Tu)’, um feat de Anavitória e Tiago Iorc, vencedor do Grammy Latino de 2017. Na época, Tiago deu a sua versão dos fatos nas redes sociais dizendo que o escritório de Felipe Simas estaria sabotando seu trabalho e agindo de má fé.
A defesa de Felipe Simas requer que Tiago Iorc seja obrigado a retirar do ar os vídeos em que o cantor estaria difamando o ex-empresário, sob multa diária de R$ 5.000,00 em caso de desobediência, além do valor de R$ 671.558,41 de indenização e ressarcimentos ao empresário.
Já a defesa de Tiago rebate as acusações de Felipe Simas, ao argumentar que ele já era um produto pronto, descoberto pela Som Livre, uma das maiores gravadoras do Brasil. Ele nega a existência de contrato de agenciamento e de rescisão imotivada.
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