A chapa liderada pelo candidato ao governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (PL), em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (12), em um hotel de Aracaju, confirmou a continuação da campanha eleitoral sem troca de nenhum nome que pleiteia algum dos cargos. O ex-prefeito criticou novamente as fakes news propagadas nesse fim de semana.
“Respeitei sempre o poder Judiciário e respeitei e respeitarei toda e qualquer decisão judicial. Não concordo e nem permito que nenhum dos nossos correligionários possa falar de toda e qualquer decisão. Você pode até externar seu descontentamento aí é natural dentro do respeito. Todos os atos que estão sendo realizados são permitidos pelo TRE-SE, inclui os atos de campanha, usar o fundo eleitoral, o horário eleitoral. Existem os ritos processuais a serem compridos ou recorridos nós buscaremos até a última instância porque é um direito que me cabe. Nós vamos continuar a nossa campanha pelas ruas dos municípios sergipanos”, disse Valmir ao lado da candidata a vice, a vereadora Emília Corrêa (Patriota), e ao Senado, Eduardo Amorim (PL).
O candidato também fez críticas à recente passagem do adversário, Fábio Mitidieri (PSD), em Itabaiana. “Quero repudiar a forma como nossa adversário Fábio Mitidieri passou por Itabaiana e parou em frente ao nosso comitê e fez discurso raivoso e odioso contra mim. Quero repudiar essa atitude dele e de qualquer um que venha a tomar essa atitude”, disse.
Na quinta (8), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) impugnou o registro de candidatura de Valmir. Em agosto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a impugnação do ex-prefeito de Itabaiana. Valmir e seu filho, Talysson de Valmir, candidato a deputado federal, tiveram as candidaturas contestadas pelo MP Eleitoral por terem sido condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2018. De acordo com a ação, Francisquinho, que era prefeito do município de Itabaiana à época, usou da estrutura da prefeitura para potencializar a campanha eleitoral do filho. A condenação do TRE-SE já foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Diante dos fatos, o MP Eleitoral argumentou que a condenação do TSE leva à inelegibilidade por oito anos, a contar das eleições de 2018, consequentemente, ele e o filho, Talysson ficam impedidos de se candidatar até 2026.
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