O presidente da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (Assomise), Coronel PM Adriano Reis afirmou em vídeo enviado ao AjuNews, que o Comandante Geral da Polícia Militar de Sergipe (PM-SE) Marcony Cabral não representa a categoria no que diz respeito as negociações para o pagamento do adicional de periculosidade, uma das pautas do Movimento Polícia Unida.
O Movimento Polícia Unida convocou toda a categoria, incluindo bombeiros e escrivães, para um ato em frente à Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Aracaju, às 8h desta segunda-feira (17). A categoria está mobilizada desde a noite da última terça (12), para demonstrar sua indignação ao Governo do Estado pela não aprovação do adicional de periculosidade e, também, da reestruturação da carreira de agentes, agentes auxiliares e escrivães; corte nas horas extras, além do não pagamento das reposições inflacionárias.
De acordo com o delegado da Polícia Civil, Paulo Márcio, “ou a SSP sai da zona de conforto e entra na luta para defender seus valorosos servidores, ou a Polícia vai parar de vez”. A autoridade tem o mesmo argumento do presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe, Isaque Cangussu, de que outras classes de servidores privilegiados tiveram benefícios acumulados, enquanto que o governo estadual alegou não ter condições para atender as demandas da categoria policial.
Na sexta (14), o juiz Gilson Felix dos Santos determinou a suspensão da greve dos policiais e delegados de forma imediata, atendendo a ação impetrada pelo Governo do Estado, com pedido de antecipação de tutela. A decisão publicada no processo tem efeitos imediatos, com multa diária de R$ 50 mil em desfavor das classes policiais, caso eles voltem a realizar novas paralisações ou suspensões parciais de trabalho.
Na ação impetrada pelo Governo, uma das justificativas é a tese de que “O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública”, conforme já apreciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a categoria alega que as manifestações são legítimas e vão arriscar com mais um ato nesta segunda (17).
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