O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) chamou de “vontade afobada de proteger o presidente” Jair Bolsonaro (sem partido) as declarações do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), nesta terça-feira (18).
“Depoimento do ex-ministro Ernesto se encaminha para o fim. Traz em comum com Wajngarten o descompasso com a verdade e a vontade afobada de proteger o presidente, mas com uma diferença marcante: coloca todos os pecados na conta do Pazuello, que amanhã terá oportunidade de falar”, escreveu o senador.
“A defesa atrapalhada que Ernesto faz do presidente gera um impasse: temos um presidente planta que participa de reuniões importantes sem se manifestar ou Ernesto mentiu na cara dura? Enquanto isso já são 436.862 mortos. Falta respeito à vida dos brasileiros”.
Mais cedo, em entrevista à CNN, perguntado sobre efeitos da política externa no combate à pandemia, Vieira afirmou que era “difícil enxergar um ponto onde as relações externas tenham ajudado o Brasil, além de criticar relacionamento do governo Bolsonaro com demais países.
“Temos omissões graves na compra de vacinas, o que significa mais pessoas doentes e mais mortes. Temos a opção obtusa por remédios ineficazes e boicote à redução de circulação, gerando maior exposição e contaminação, isto é, mais mortes. Não adianta gritar mentiras, são os fatos”, afirma Alessandro.
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