Na esteira da trégua que está sendo construída por interlocutores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com os demais poderes, integrantes do Palácio do Planalto fizeram chegar a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça e representantes do parlamento que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, está de saída do governo. A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (03), pelo jornalista Robson Bonin, na coluna Radar, da revista Veja.
Segundo a publicação, na versão palaciana, o ministro da Educação, abatido pelos ataques que vem sofrendo dentro e fora do governo, teria decidido pedir demissão do ministério, movimento que não foi, na versão das fontes ouvidas pelo Radar, refutado pelo presidente.
Recentemente, um dos que criticaram o chefe da Educação foi o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM). Em conversa com Bolsonaro, ele disse que as declarações do ministro contra o STF e sobre a noite dos cristais, que provocaram revolta na comunidade judaica, teriam degradado a capacidade de interlocução política do ministro com o parlamento.
Chefe da Educação, Weintraub não teria vida fácil se tentasse fazer avançar pautas do governo no setor dentro do Congresso, o que teria sido definidor para a decisão do próprio ministro. As fontes ouvidas pela coluna dizem que a saída deve se dar até o fim de semana.
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