A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, desta quarta-feira (16), foi encerrada após pedido do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, com base no habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O ex-chefe do Executivo estadual pediu para deixar a sessão sem concluir o depoimento. Pouco antes de acionar o habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, Witzel discutiu com o senador governista Jorginho Mello (PL-SC), que o chamou de “picareta” e afirmou que ele “envergonhava a Justiça e a população brasileira”.
A decisão do ministro Nunes Marques garante a Witzel a possibilidade de optar por não comparecer ao depoimento. Caso comparecesse, ele poderia ficar em silêncio, não firmar compromisso de dizer a verdade e não poderia sofrer constrangimento.
“Ele [Witzel] acabou de me comunicar que quer se retirar da sessão, e a gente não pode fazer absolutamente nada”, disse o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM).
No depoimento, Witzel atacou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o acusou de criar uma narrativa para fragilizar os chefes dos Executivos estaduais que adotaram medidas contra a covid-19. Segundo ele, os governadores e prefeitos ficaram desamparados pelo governo federal.
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