Voz marcante no rádio: Postura sempre exaltada enquanto esteve no Tribunal de Contas de Sergipe, além de uma trajetória ímpar na política e no esporte, Reinaldo Moura faleceu de forma inesperada na quinta-feira (11). Após passar mal em Gramado, São Paulo, na terça-feira (9), onde estava à passeio com a esposa, o conselheiro aposentado regressou à Aracaju.
Na capital sergipana foi direto para o Hospital Primavera, onde passou por uma cirurgia delicada que durou mais de 11 horas. Veio à óbito horas depois. Pai do ex-deputado federal André Moura, Reinaldo deixa uma legião de amigos, admiradores e familiares, agora órfãos do seu ‘Falando Francamente’. O corpo de Reinaldo foi velado no hall da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) por onde passaram diversas autoridades política, esportivas, comunicadores, e também admiradores do seu trabalho.
Na sexta-feira (12), um cortejo pelas ruas de Aracaju foi realizado com parada obrigatória em uma das paixões de Reinaldo, o estádio João Hora de Oliveira, casa do Gipão. Uma queima de fogos foi realizada na presença de familiares e amigos. O presidente Ernan Sena fez um breve discurso em que exaltou a trajetória de Reinaldo no Colorado. O corpo do ex-conselheiro foi cremado em cerimônia fechada à família. Natural de Japaratupa, é lá que parte das cinzas de Reinaldo deve ficar. A outra parte, à pedido dele, vai para o sítio que possuía em Pirambu.
Belivaldo salvo: Aguardado julgamento dos recursos do governador Belivaldo Chagas (PSD) e da vice, Eliane Aquino (PT) ocorreu no inicio da semana no plenário do Tribunal Superior Eleitoral. A derrota esmagadora no Tribunal Regional Eleitoral que cassou, em 2019 a chapa, não foi repetida em nível nacional e enfim o governador respirou aliviado. O relator do caso, ministro Sergio Banhos, votou contra a cassação por entender que não ficou evidenciado desvio de finalidade na concentração de ordens de serviço das obras.
Banhos disse que os fatos ocorreram dentro do período permitido pela Justiça Eleitoral e citou que Belivaldo Chagas assumiu o cargo após Jackson Barreto, ex-governador, deixar a função para disputar uma vaga para o Senado. Aliados comemoram a decisão e alguns adversários do ‘galeguinho’ viram que a decisão foi o melhor para o estado, tendo em vista que a saída de Belivaldo só traria prejuízos a essa altura do campeonato.
Sukita em maus lençóis: O ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Sukita Santos, sofreu outra derrota judicial. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) negou, por unanimidade, provimento à apelação dele e de José Edivaldo dos Santos, secretário de finanças em sua gestão. A decisão mantém a sentença da 9ª Vara da Justiça Federal de Sergipe, que os condenou, em ação de improbidade administrativa, pelo desvio de mais de R$ 700 mil em recursos públicos federais. Sukita, que vem fazendo alianças com Gustinho Ribeiro (Solidariedade) e companhia, tem que devolver à Justiça esse valor, além de estar inelegível por oito anos.
* Dhenef Andrade é acadêmica em Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe e estagiária do site AjuNews *
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