Um documento interno do Banco Master, remetido ao Banco Central em novembro de 2024, indica que a instituição financeira foi formalmente advertida pela autoridade monetária sobre falhas consideradas graves nas áreas de liquidez e governança. O ofício, segundo o próprio material, fixou um prazo de até 180 dias para que essas inconformidades fossem totalmente sanadas.
O cronograma determinado pelo regulador começou a contar a partir do recebimento da notificação, em novembro de 2024, e terminaria em maio de 2025. Dentro desse período, o Banco Master deveria apresentar evidências concretas de que havia reforçado seus controles internos, ajustado políticas de gestão de risco e adotado medidas para assegurar solvência adequada diante de eventuais estresses de mercado.
A documentação revela ainda que o Banco Central classificou os problemas como “falhas graves”, expressão que denota risco potencial à continuidade das operações e possível prejuízo a depositantes e demais credores. O texto também ressalta a obrigação de a instituição manter o órgão regulador informado, por meio de relatórios quinzenais, sobre cada etapa adotada para mitigar os pontos críticos identificados.
O prazo de 180 dias encerrou-se em maio de 2025, aproximadamente um ano antes de a liquidação do Banco Master ser decretada. Embora o relatório não traga detalhes sobre qual teria sido a resposta da instituição ou quais correções foram efetivamente implementadas, o documento deixa claro que o descumprimento total ou parcial das exigências poderia resultar em medidas mais contundentes, inclusive intervenção ou liquidação extrajudicial.
O Banco Central costuma recorrer a prazos regulamentares como alternativa inicial a medidas extremas, permitindo que as instituições corrijam deficiências identificadas em inspeções regulares. No caso do Banco Master, contudo, o alerta emitido em 2024 não teria sido suficiente para evitar o encerramento definitivo das atividades aproximadamente doze meses depois.
Não há, no documento encaminhado à autoridade supervisora, menção ao volume de recursos envolvidos nem às eventuais perdas registradas pelo banco ao longo do período de correção estipulado. Também não foi informado se administradores ou conselheiros sofreram sanções individuais após as constatações.
Apesar do caráter reservado das trocas de correspondência entre instituições financeiras e o regulador, o teor do alerta agora divulgado lança luz sobre o histórico de problemas que já se acumulavam na carteira do Banco Master antes da decisão final de liquidação.
Com informações de Claudiodantas
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