O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, afirmou nesta sexta-feira (20) que não há sinais de um término imediato para a guerra em curso no Oriente Médio. A declaração foi feita após encontro com o chanceler israelense, Gideon Saar, em Tel Aviv.
“Não há uma saída óbvia a curto prazo para a escalada regional em curso, que de certa forma vem se desenrolando desde 7 de outubro de 2023. Mas isso não deve, de forma alguma, servir de pretexto para a inação”,
disse Barrot a jornalistas.
No momento em que chegava para a coletiva de imprensa, as Forças de Defesa de Israel soaram sirenes ao identificar mísseis lançados pelo Irã. O alerta levou o ministro, sua equipe e repórteres a se abrigarem em um espaço antiaéreo.
Esforço diplomático
Barrot chegou a Israel após visitar o Líbano na quinta-feira (19), integrando esforços internacionais para reduzir a escalada do conflito e buscar um cessar-fogo em território libanês.
A França, que mantém laços históricos com o Líbano, atua junto aos Estados Unidos na tentativa de mediar a crise desencadeada quando o Hezbollah, apoiado pelo Irã, disparou mísseis contra Israel em 2 de março.
Segundo o ministro, Paris expôs a Tel Aviv suas reservas sobre uma eventual operação terrestre israelense no sul do Líbano. Ao mesmo tempo, destacou que o Exército libanês precisa agir para desarmar o Hezbollah, conforme determinação do próprio governo libanês.
Propostas e resistências
Até o momento, Israel rejeitou a proposta de diálogo direto apresentada por Beirute, considerada “insuficiente e tardia” por fontes próximas às negociações. O governo libanês diz compartilhar o objetivo de desarmar o Hezbollah, mas teme que uma ação unilateral provoque guerra civil.
O presidente libanês, Joseph Aoun, que se reuniu com Barrot na quinta-feira, manifestou disposição para iniciar negociações diretas com Israel. O Hezbollah recusou a iniciativa e mantém as hostilidades.
Na semana passada, Paris apresentou contrapropostas às ideias dos Estados Unidos para encerrar o conflito, informaram dois diplomatas. Três diplomatas acrescentaram que Washington recebeu as sugestões de forma morna, mas as conversas seguem; Israel já as rejeitou.
Fonte: Agência Brasil
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