A Polícia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu as imagens registradas pelas câmeras corporais dos policiais militares que participaram da Operação Contenção, deflagrada no ano passado no Rio de Janeiro e que deixou mais de 120 mortos.
Em março, Moraes determinou que as polícias Militar e Civil enviassem todo o material audiovisual à PF, responsável pela perícia das gravações. Segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, somente os arquivos da Polícia Civil chegaram até o momento e já estão sendo analisados.
“Não foi recebido qualquer acervo audiovisual relativo às equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que atuaram na operação, com efetivo significativamente maior e número substancialmente superior de dispositivos de gravação corporal”, declarou Rodrigues no ofício encaminhado ao STF.
Mais prazo
No mesmo documento, o diretor-geral pediu ampliação do prazo para concluir a análise. Ele explicou que a perícia do material encaminhado pela Polícia Civil envolve cerca de 400 horas de gravações e demandará pelo menos 90 dias para ser finalizada.
“Equipe de 10 peritos criminais federais já se encontra mobilizada, trabalhando nos exames com caráter prioritário, entretanto não se revela tecnicamente viável o cumprimento do prazo de 15 dias fixado na decisão, sendo imprescindível a concessão do prazo técnico estimado em pelo menos 90 dias”, justificou.
A investigação sobre a legalidade da Operação Contenção tramita no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas, na qual o STF já impôs diversas medidas para reduzir a letalidade policial em comunidades do Rio de Janeiro.
Fonte: Agência Brasil
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