Cinco pessoas vinculadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foram condenadas por utilizar uma rede de hotéis na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, para a prática de crimes como tráfico de drogas, manutenção de casa de prostituição e lavagem de dinheiro.
A 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo proferiu a sentença que impôs penas que variam de 9 a 13 anos de prisão, todas em regime inicial fechado. Segundo a decisão, os condenados integravam o chamado “núcleo dos hotéis” do PCC, responsável pela exploração de estabelecimentos usados como pontos de apoio para atividades ilícitas na área.
As investigações indicaram que os imóveis serviam não só para a comercialização de entorpecentes, mas também para ocultar valores provenientes de delitos cometidos pela facção. Além disso, parte dos hotéis era utilizada para abrigar integrantes da organização criminosa e pessoas envolvidas em furtos, roubos e receptação.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo, que apurou os fatos durante a Operação Salus et Dignitas, deflagrada em agosto de 2024. O GAECO concentrou as diligências que culminaram na identificação do funcionamento da rede de hotéis como estrutura de apoio às ações criminosas atribuídas ao grupo.
De acordo com a acusação, a sistemática permitia que a facção mantivesse locais para a prática e o apoio logístico de ilícitos, além de ser usada para a lavagem de valores obtidos com esses delitos. A sentença da 15ª Câmara de Direito Criminal considera comprovada a participação dos réus nas condutas descritas na denúncia do Ministério Público.
As penas fixadas pela Justiça determinam o cumprimento em regime inicial fechado, em conformidade com a gravidade dos crimes apurados e com as qualificadoras reconhecidas no processo. Não houve, na decisão pública, a inclusão de nomes dos condenados no comunicado oficial divulgado pelo Tribunal.
O processo teve como eixo a atuação do núcleo responsável pela administração e exploração dos hotéis na Cracolândia, apontado pelas autoridades como peça-chave na manutenção de redes de apoio do PCC na região.
Fonte: Agência Brasil
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