A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (7 de maio de 2026), a operação Off-Grade Coffee para desarticular uma organização criminosa responsável pelo envio de drogas ao exterior por meio de contêineres embarcados no Porto do Rio de Janeiro.
Operação e medidas
De acordo com a investigação, os agentes cumpriram três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Outros alvos foram submetidos a medidas cautelares, entre elas proibição de contato entre os envolvidos, restrição de deslocamento e monitoramento eletrônico.
Modo de atuação
As apurações indicam que o grupo montou um esquema sofisticado que simulava operações comerciais lícitas de exportação de café para viabilizar o envio de entorpecentes ao exterior. Para isso, eram usadas empresas de fachada e “laranjas”, além de transações financeiras complexas destinadas a ocultar a origem ilícita dos recursos e permitir a inserção da droga nas cargas embarcadas.
Segundo as provas reunidas, a organização funcionava com divisão clara de tarefas. Um dos investigados exercia papel de liderança, coordenando negociações internacionais, a movimentação de recursos e a logística do transporte. Outros membros atuavam na intermediação comercial, na disponibilização de empresas de fachada e no controle do carregamento dos contêineres.
Indícios de lavagem e enquadramentos criminais
As investigações também apontaram a utilização de recursos provenientes de atividades ilícitas e indícios de lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias destinadas a dificultar o rastreamento dos valores empregados na operação.
Os investigados poderão responder, conforme apuração em curso, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e por outros delitos que venham a ser identificados ao longo das diligências.
Para mais informações, consulte a reportagem original: Agência Brasil
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